quarta-feira, novembro 25, 2009
terça-feira, novembro 24, 2009
VCP em Angola #4
O primeiro almoço foi na Portugália. Igual à de Portugal, mas mais cara. Pagámos 100USD pelo típico bife com molho à Portugália com uma cerveja Sagres.
O jantar foi num restaurante tipo buffef de carnes à lá chimarrão. Mais 80USD por pessoa.
Há tanta pobreza e tanta riqueza. A comida é caríssima. A gasolina e taboco são baratos.
Há ar condicionado em todos os sítios. Há tudo à venda na rua. Não há transportes públicos. Há carros a mais. Ricos a mais. Pobres a mais. Classe média a menos.
Os brancos que conheci por aqui têm todos um ar colonial. Não gostei! Prefiro os pretos. Os Angolanos têm bom coração.
A primeira noite não dormir grande coisa. Ainda não me habituei ao calor, ao zumbido das melgas e mosquitos. Mas já fui picado! Portanto, olá paludismo, este é o meu corpo.
O jantar foi num restaurante tipo buffef de carnes à lá chimarrão. Mais 80USD por pessoa.
Há tanta pobreza e tanta riqueza. A comida é caríssima. A gasolina e taboco são baratos.
Há ar condicionado em todos os sítios. Há tudo à venda na rua. Não há transportes públicos. Há carros a mais. Ricos a mais. Pobres a mais. Classe média a menos.
Os brancos que conheci por aqui têm todos um ar colonial. Não gostei! Prefiro os pretos. Os Angolanos têm bom coração.
A primeira noite não dormir grande coisa. Ainda não me habituei ao calor, ao zumbido das melgas e mosquitos. Mas já fui picado! Portanto, olá paludismo, este é o meu corpo.
VCP em Angola #3
Antes de sair do aeroporto olhei pelo vidro fumado para o que me esperaria lá fora. Gente e mais gente com placas com nomes de estrangeiros. Gente e mais gente disposta a carregar as malas, a ajudar-te... em troco de gasosa.
Respirei fundo 3 vezes e saí como se nada fosse. Saiu o Véspera. Nem olhei para as caras. Dirigi-me directamente ao ponto de encontro com o meu motorista Sr. Pepino - que afinal se chama Hélio.
10 kilómetros nos separavam do Guesthouse. 10 km que fizemos em 3 horas. Uma confusão de trânsito. Um caos autêntico.
Tudo se vende nas ruas, nas filas de trânsito. Tudo, mesmo tudo. Vi Coca-colas, pilhas, t-shirts da moda, ferros de engomar, botijas de gás, CDs... tudo!
Filas intermináveis! Caos! Ninguem dá prioridade a ninguem. Conduzem que nem os doidos. Se bateu e está tudo vivo, siga que para a frente é que é caminho. Pela direita, pela esquerda...
Lá cheguei à Guesthouse e guardei a mala. Segui logo para a empresa. 10 minutos com trânsito a partir de casa. Aqui é luxo! É como se morasse no mesmo prédio do escritório.
Fui apresentado aos directores. Dos 5 directores que conheci, apenas um é negro. Os directores disseram que eu ia ser explorado ao máximo. Tenho trabalho para 2 meses, mas tenho-o de fazer em pouco menos de 3 semanas.
Voltei à Guesthouse para dormir. Tenho uma senhora lá em casa que me arranja a comida e tudo o que pedir. Simpática e modesta, como quase todo o Angolano.
Respirei fundo 3 vezes e saí como se nada fosse. Saiu o Véspera. Nem olhei para as caras. Dirigi-me directamente ao ponto de encontro com o meu motorista Sr. Pepino - que afinal se chama Hélio.
10 kilómetros nos separavam do Guesthouse. 10 km que fizemos em 3 horas. Uma confusão de trânsito. Um caos autêntico.
Tudo se vende nas ruas, nas filas de trânsito. Tudo, mesmo tudo. Vi Coca-colas, pilhas, t-shirts da moda, ferros de engomar, botijas de gás, CDs... tudo!
Filas intermináveis! Caos! Ninguem dá prioridade a ninguem. Conduzem que nem os doidos. Se bateu e está tudo vivo, siga que para a frente é que é caminho. Pela direita, pela esquerda...
Lá cheguei à Guesthouse e guardei a mala. Segui logo para a empresa. 10 minutos com trânsito a partir de casa. Aqui é luxo! É como se morasse no mesmo prédio do escritório.
Fui apresentado aos directores. Dos 5 directores que conheci, apenas um é negro. Os directores disseram que eu ia ser explorado ao máximo. Tenho trabalho para 2 meses, mas tenho-o de fazer em pouco menos de 3 semanas.
Voltei à Guesthouse para dormir. Tenho uma senhora lá em casa que me arranja a comida e tudo o que pedir. Simpática e modesta, como quase todo o Angolano.
VCP em Angola #2
A viagem correu bem. Além do atraso na partida e dos banco do avião desconfortáveis para dormir, correu bem.
O meu passaporte electrónico funcionou muito bem a sair de lisboa. Agora para entrar em Luanda...
A primeira impressão quando saí do avião: o bafo quente e húmido. Dizem que é uma sensação que jamais se esquecerá: pisar solo africano pela primeira vez e sentir o cheiro quente da terra vermelha. Os mitos e lendas dizem que é vermelha por todo o sangue derramada na conquista dos diamantes. Eu sou pela ciência e sei que a cor se deve ao ferro e argila.
Voltando corrupção, na alfândega passei muito bem pelo balcão oficial. "Primeira vez?", afirmei que sim. "Vacinas em dia?", outra vez sim. "Dinheiro na conta?" mais uma vez sim.
Logo a seguir, outro controlo alfandegário. Desta vez o oficioso! Depois de verificarem os documentos perguntaram: "Quanto dinheiro tens?" (Com pronuncia africana! Com as vogais bem abertas.) Foi-me difícil perceber a primeira vez e a minha resposta sincera foi "Quê?". Como quem não percebeu bem a pergunta. Depois do guarda policial perguntar 3 vezes seguidas "Quanto dinheiro tens?" e eu, mesmo tendo percebendo à segunda, fingi que não percebi e lá me deixou passar sem que desse a famosa "gasosa".
Pedem "gasosa" para tudo: para te ajudar a carregar malas, para te darem uma informação... para tudo! Gasosa é tipo "uma moeda pelos serviços".
O meu passaporte electrónico funcionou muito bem a sair de lisboa. Agora para entrar em Luanda...
A primeira impressão quando saí do avião: o bafo quente e húmido. Dizem que é uma sensação que jamais se esquecerá: pisar solo africano pela primeira vez e sentir o cheiro quente da terra vermelha. Os mitos e lendas dizem que é vermelha por todo o sangue derramada na conquista dos diamantes. Eu sou pela ciência e sei que a cor se deve ao ferro e argila.
Voltando corrupção, na alfândega passei muito bem pelo balcão oficial. "Primeira vez?", afirmei que sim. "Vacinas em dia?", outra vez sim. "Dinheiro na conta?" mais uma vez sim.
Logo a seguir, outro controlo alfandegário. Desta vez o oficioso! Depois de verificarem os documentos perguntaram: "Quanto dinheiro tens?" (Com pronuncia africana! Com as vogais bem abertas.) Foi-me difícil perceber a primeira vez e a minha resposta sincera foi "Quê?". Como quem não percebeu bem a pergunta. Depois do guarda policial perguntar 3 vezes seguidas "Quanto dinheiro tens?" e eu, mesmo tendo percebendo à segunda, fingi que não percebi e lá me deixou passar sem que desse a famosa "gasosa".
Pedem "gasosa" para tudo: para te ajudar a carregar malas, para te darem uma informação... para tudo! Gasosa é tipo "uma moeda pelos serviços".
VCP em Angola #1
Escrevo-vos este texto em papel. Sim em papel! Papel e caneta como se escrevia antes! Bem, agora estou a escrever no computador. Ou seja, a fazer um cópia do papel para o formato electrónico. E porquê? Porque quando liguei o meu portátil em Angola pela primeira vez, ele resolveu mostrar-me uma mensagem que dizia "System corrupt". Nem de propósito! Corrupção é algo que não existe em Angola (smile irónico).
Se vim para Angola trabalhar, como o vou fazer agora?
Se vim para Angola trabalhar, como o vou fazer agora?
sexta-feira, novembro 20, 2009
quinta-feira, novembro 19, 2009
terça-feira, novembro 17, 2009
Mais Um Fado No Fado
Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada…
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada.
Eu sei que me querem bem,
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito.
Mas eu não vejo ninguém,
Porque não quero mais dores
Nem mais baton no meu leito.
Nem beijos que não são teus,
Nem perfumes duvidosos,
Nem carícias perturbantes,
E nem infernos nem céus,
Nem sol nos dias chuvosos,
Porque inda somos amantes.
Mas Deus quer mais sofrimento,
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado…
Mais requintado tormento,
Mais velhice, mais desgosto,
E mais um fado no fado.
Letra:Júlio de Sousa
segunda-feira, novembro 16, 2009
segunda-feira, novembro 02, 2009
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